A CAVERNA


Ficamos sabendo, Bernardo e eu, que havia um buraco na serra do Tucum e, desde então, ficamos curiosos para saber o que havia lá. Nosso pai alertou, desdizendo, mas nós sé pensávamos entusiasmado demais.


Os mais velhos contavam muitas histórias que a gruta era encantada, porém ninguém sabia ao certo o havia lá, no fundo o que existia mesmo era muita curiosidade.


Meu avô nos entusiasmou quanto à subida, mas nossa avó não gostou nada de nossa aventura, ela havia sonhado coisas não muito agradáveis e, portanto, estava com mau pressentimento.


Mesmo assim, em um sábado de sol resolvemos seguir a trilha. Meu irmão apanhou um bornal, colocou alguns pertences, como lanterna, água e alguns biscoitos, e partimos.


A estrada era longa e seguíamos a pé no meio do agreste de folhas avermelhadas. À tarde vinha chegando e o sol pairava sobre o barro vermelho do serrado.


Íamos falando sobre a vida, conversando coisas sérias, sonhos e algumas bobagens, no entanto isso não nos atrapalhava olhar as muitas belezas que haviam pelo caminho.