Blog Soturno

Nosso próximo livro: O Mal do Século

16/10/2018

De Renan Caíque, O Mal do Século é o segundo livro

lançado pela Editora Círculo Soturnos.
LANÇAMENTO NACIONAL: 30 de novembro de 2018

 

Um poeta que escreve com amor. Romântico. E o romantismo juvenil à flor da pele.

Acredita na poesia como sendo a maior expressão da Arte.
Roqueiro, como não poderia deixar de ser, tem como influência diversos poetas da Escola Romântica, o que nos faz pensar, se Álvares de Azevedo fosse um poeta de nossa época, talvez não seria também um roqueiro? Ou, quem sabe, teria até mesmo uma banda para espalhar por aí seus versos sublimes da noite, ou palavras de um tempo de revolta, quem sabe...
O autor lança seu primeiro livro "O mal do século", pela Editora Círculo Soturnos, que reflete bem o seu estilo.

 

É nítida sua influência no Romantismo, um estilo de época que marcou a história da Literatura. Se você publicar um próximo livro, continuará sob essa influência, ou isso é algo que prefere deixar em "O Mal do Século"?

 

RENAN: Provavelmente não. Embora eu ainda ame ler os clássicos românticos assim como autores mais recentes que seguem essa linha, eu não escrevi os meus poemas nesse estilo somente por gostar ou achar que ficariam bonitos, mas por vivenciar de maneira intensa grande parte desses sentimentos que os românticos escreviam como amor, solidão, tristeza, de um modo que moldou a minha personalidade, especialmente em minha adolescência. Acho que a arte deve trazer a verdade, mesmo que esta verdade seja dolorida, e cada um tem a sua maneira de expressar essa verdade. A maneira que encontrei foi através dos versos, que como costumo dizer são um pedaço de mim, do meu "Eu". E esse "Eu" mudou. Não há porque continuar escrevendo sobre um "Eu" passado. Creio que com meu "Eu" mudando naturalmente muda o meu estilo de escrever também.

 

 

Sua poesia fala de morte, e através desse tema torna bela a vida. Como você vê essa dicotomia ganhando forma em seus versos?


RENAN: Bem, é como disse Shelley, certa vez, “a poesia transforma tudo em encanto”. Por mais que a morte doa às vezes e quase sempre seja algo temido, ela é algo natural, e faz parte da vida, então por que não escrever sobre ela? Pra mim uma das funções da poesia é essa: tornar belas mesmo as coisas mais obscuras e mais melancólicas, mesmo que apenas na arte ou pegar o que já é encantador e tentar transmitir um pouco daquilo. A arte pode falar de qualquer coisa de forma bonita, tudo depende de como se fala e qual o objetivo do autor. Ironicamente um poema sobre tristeza pode fazer alguém sorrir de felicidade.

 

 

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