Blog Soturno

Decantação da Morte

20/08/2019

La inmortalidad de Xavier Mellery

 

 

Eu sou o flanar silente, 
Deixo - te ébrio em desventura.
Sou o seu brado algente,
Amortalhado na lágrima da agrura.

 

No silamento do seu pensar, 
Eu segredo o debalde porvir flavo. 
No cingir do seu tetro cismar, 
Deixo no seu ermo ínfimo, alento!

 

Desvelo no feral luto,
O epílogo do seu sofrimento.
Levo lufadas ao Dédalo do seu lamento,
Deito - me sob granito...

 

Anelo nesse catre álgido de dolência,
Oscular o seu flébil íntimo.
No esmaecer onírico da deletéria matéria, 
Eu abarco o último eflúvio do seu tempo.

 

 

 

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