Blog Soturno

Desabafo Descalabro

04/06/2018

 

Meus pesadelos são eternos,
Meus sonhos, efêmeros...
Meus delírios são meus guias: sustentação.
 
Pois minha lucidez,
Acusa-me do que não pretendo ser
Jaz que neste antro mundano,
Tudo é referência ao escarro
Em que o Sistema te estabelece
E impinge à mais torpe das pretensões
Guiando em sucumbir a favor da maré: ilusão.
 
Jogo do Poder!
O eterno retorno do desgosto insano
Acusando-nos dos delitos inversos
Ao subvertermos à Ordem estabelecida!
Eis que minha apóstata revela
A libertação de tudo atroz contido
Na fé cega daqueles que um dia pretendeis
Alcançar as dádivas da liberdade
Aqui ou em outro mundo...
 
Ó delírios incontidos na ingênua salvação!
Perplexidade dilui nos rincões soturnos: condição.
 
Incontida perante a fome de Saturno
Forjemos de fato a libertação concreta!
O real está contido na sinestesia da vida!
Do imponderável de uma fé revelada,
Um antagonista invisível e criado
De nossos desesperos inauditos que um dia
Inverteu-se de criatura para nosso algoz!
 
Onde está a esperança?
Onde?
Onde está o destino?
Onde?
Que seja em você,
Ou em mim que queira ver,
Sentir e redimir de tudo?
Que importa isto tudo?
Que queiras um momento sóbrio
Ou de devaneios a responder?
 
Que se foda você ou ao sistema que tenta crer,
Que nestes momentos venham fazer

Por mim ou por você!


 

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