Blog Soturno

Meu canto

03/06/2018

 

 Guardo aqui,
neste negro coração,
a dor profunda
e a profusa decepção.

 

Não sorrio mais
e nunca mais cantei.
O silêncio é a única fala
que não abandonei.

 

Arauto de nada.
Príncipe de ninguém.
Minha vida nada vale?
Não vale um vintém?

 

Arrasto-me na penumbra,
recolho-me à desilusão.
Filho sem mãe, sem pai.
Menestrel da escuridão.

 

 

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