Blog Soturno

Reflexões soturnas

12/04/2018

 

 

Erros humanos
Causando centenas de mortes,
Um homem
Enterra uma criança;

 

O horror humano
Na criança aterrorizada,
Uma menina confunde
Uma câmera com uma arma;

 

Gritos e desespero de milhares,
numa sala de sangue e dor,
Crianças tentam escapar
Da sala em que foram trancadas;

 

Milhares de almas
Humilhadas,
Estudantes massacrados
Num trágico acontecimento;

 

Milhares são assassinados
Pelas causas e ideais
De uma minoria repleta
De Medo e ignorância;

 

Que um traço de humanidade
Seja privilégio e não um direito,
Um Iraquiano condenado
Conforta a dor de seu filho;

 

Pessoas morrem
Pela ignorância,
Uma mulher trancada numa caixa,
Para morrer de fome;

 

Paraísos corruptos,
repletos de poluição,
Um surfista bebe lixo
No mar da Indonésia;

 

A desgraça do fanatismo
Mata estudantes,
Partidários políticos
Arrebentam suas cabeças (literalmente);

 

Centenas de mortos empilhados
Em ruas pelo mundo,
Miséria e fome
na Nigéria...;

 

Fronteiras fechadas por números,
Fechando também as portas da esperança;


Migrantes curdos tentam fugir
Da guerra na Síria;

 

Um passo terrível projeta a sombra
De um homem morto,
A marca da vítima de Hiroshima
No chão da cidade;

 

Uma triste morte acontece
Num deserto, e ninguém vê
A mulher carregando seu filho,
Morto de fome na Somália;

 

Crianças choram, tentando fugir
Da violência da Síria,
Enquanto seus pais são encurralados
Pelo exército grego;

 

E ainda na Síria, uma menina
Perdeu a infância
No olhar.
Casa bombardeada;

 

Milhares de animais
Morrem por nossa insensatez,
Várias espécies desaparecem
Por nossa ganância e consumismo;

 

E a fome se espalha
Neste mundo injusto
Em que milhares de toneladas de alimentos
São desperdiçadas;

 

Um pai anda com seu filho
Na rua destruída
Em Aleppo,
Na Síria;

 

E quando a pobreza é vítima
Do desastre,
Resta a tragédia.
Terremoto no Haiti;

 

Uma menina branca descansa tranquila
No banco onde só europeus podem sentar.
Atrás do banco sua babá africana
Penteia seu cabelo;

 

Uma outra criança
Joga uma pedra
Num tanque israelense
Durante a Intifada;

 

E permanecemos completos selvagens,
Indiferentes à grande pilha de crânios
De bisontes americanos
Que serão adubo;

 

E os animais, que dependem de nós
Para viver,
Morrem, como o albatroz,
Com seu estômago repleto de lixo.

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Postagens Relacionadas:
Please reload

  • WhatsApp Soturnos
  • Twitter Soturnos
  • Youtube Soturnos
  • Instagram Soturnos
Logotipo Soturna Sintonia Preto.png