Blog Soturno

Vampirismo

12/11/2019

Da minha incerteza, qual dos males o pior:

O beijo etílico da amargura fria;

ou a ausência do calor de tua volúpia.

Sensações atrozes que no apanágio da dor

corrompi meu sentimento de tudo,

causando sofreguidão de todos e de mim,

por tudo que busquei um dia refúgio.

Mas sei que de te amar se faz meu algoz,

pois na ausência do que foi um dia,

um suspiro de alegria jaz meu cadafalso.

A queda fez sucumbir de tudo inaudito,

em reacender os meus fantasmas

a vagar impunemente as minhas cicatrizes

que um dia dilaceraram em sangue e lágrimas.

Ó Vampira!

 

Eis que na bruma vaga meu cadáver!

Nas minhas veias, moribundas aprazíveis,

torpor mórbido da dor que impinge

tua face mais cruel de minha inquisição:

a Solidão!

 

O tempo aplacou diante da minha incompreensão

tudo que outrora fingi uma fortaleza.

Doravante, nos escombros da iconoclastia

e das falsas catedrais de tudo aquilo que

acreditava ser o refúgio da minha dor

ei de reerguer minha nova Babel.

 

 

 

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