Blog Soturno

Venenos Modernos

07/03/2019

Por:

            Espalha-se lentamente, molécula à molécula, célula à célula.

 

            Começa como uma ideia distante e falsa, e logo passa a ser uma possibilidade. De desafio em desafio, erro em erro simples pensamentos e ideias externas passam a ser um questionamento, será?

 

            Uma decepção, um passo para trás. E as mentes ficam cada dia mais fracas e sujeitas à opinião alheia, e essa opinião, senhoras e senhores, são o reflexo de uma sociedade falida em princípios e esforços.

 

            De palavras alheias passam a ser pensamentos próprios, e estes ganham dimensão a medida que fracassamos ou vemos o fracasso dos que amamos, e caem na corrente sanguínea.

 

            Correndo por nossas frágeis veias, são absorvidas junto com as vitaminas de que necessitamos e são distribuídas em nossos sistemas. Primeiro o respiratório, que nos faz suspirar de desgosto e evitar o esforço que nos deixa ofegantes. Depois passa a nossos músculos evitando que o esforço físico nos deixe doloridos e que a nossa amada endorfina seja produzida. Por fim, nosso sistema nervoso que nos faz tremer e levar esses venenos diretamente ao cérebro.

 

            Lentamente, molécula à molécula, célula à célula os venenos modernos se espalham por nosso corpo sem que percebamos, primeiro com o que parece bobo, e por fim com o encerramento de nossos prazeres e esforços.

 

            “É melhor não tentar”

            “Você vai perder seu tempo”

            “Eu jamais iria conseguir”

 

            Dos venenos modernos o pior de todos, insegurança.

Acadea é autora na Antologia Soturnos - Volume 3.

 

 

 

 

 

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